A importância de projetos de acessibilidade em arquitetura, segundo Diego Sbruzzi

Com apoio na legislação brasileira, a acessibilidade e inclusão são fundamentais em projetos arquitetônicos. O arquiteto de Taubaté, Diego Sbruzzi, da Sbruzzi Arquitetura+Interiores, explica esses detalhes

Fonte: Architecture Week

Tudo a nossa volta envolve arquitetura. Moradias, edifícios, ruas, comércios, praças, o seu local de trabalho, escolas e faculdades… Todas as estruturas são pensadas por meio do olhar da arquitetura. Dessa forma, é preciso pensar na diversidade humana e na acessibilidade.

Acessibilidade é a qualidade de que se faz algo alcançável, acessível. Para o arquiteto de Taubaté, Diego Sbruzzi, proprietário da Sbruzzi Arquitetura+Interiores, isso significa projetar os espaços de modo que sejam capazes de atender a todas as demandas possíveis. Todo projeto atende, principalmente, às necessidades e anseios do cliente. “Arquitetura não se resume apenas à estética. Toda a estrutura deve ser funcional acolhendo a diversidade da sociedade”, afirma.

Segundo dados do IBGE, no último Censo Demográfico, 45,6 milhões de pessoas declararam conviver com algum tipo de deficiência, seja visual, auditiva, motora ou mental/intelectual. Esses dados ainda não incluem as pessoas idosas que também precisam de locais adaptados.

Todo projeto arquitetônico precisa atender às exigências estipuladas pela Lei Nº 10.098/2000 (http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2000/lei-10098-19-dezembro-2000-377651-publicacaooriginal-1-pl.html), que estabelece normas para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Para que um projeto seja inclusivo é necessário aplicar o conceito de acessibilidade diretamente na projeção dos espaços. Alguns itens, nesse caso, são fundamentais:

  • Implantação de rampas e/ou elevadores: Degraus podem impedir o acesso a um local ou ambiente, a ideia é que o piso seja nivelado;
  • Escolha de revestimentos: Alguns tipos de revestimento de piso podem apresentar riscos, sobretudo em áreas úmidas, como banheiro e cozinha. Os cômodos devem ser planejados com pisos antiderrapantes para evitar acidentes. O mesmo deve ser levado em conta quando se trata de decoração e escolha de tapetes;
  • Barras de apoio: Alternativas de segurança, auxiliam na locomoção e podem ser instaladas em diferentes ambientes da casa, como banheiros, corredores e quartos;
  • Medidas que garantam a circulação: largura mínima de 90cm e altura de 2,10 m, além de vãos de porta de no mínimo 80 cm e diâmetro de 1,50m para manobras de cadeiras de rodas em 360º em qualquer ambiente. Para conversões de 90º, os corredores devem ter 1,20m de largura.

Outras medidas podem ser adotadas, dependendo da necessidade do cliente, como iluminação e disposição de móveis.

“Mesmo que não haja uma pessoa com deficiência residindo no local, você pode projetar sua casa pensando em visitas, em um possível acidente, na chegada de um bebê ou no processo de envelhecimento”, ressalta o arquiteto Diego Sbruzzi.

Essas ações inclusivas em arquitetura podem ser também um diferencial para empresas, comércios, restaurantes… Seu estabelecimento será conhecido como aquele que atende a todos clientes da melhor maneira possível, sempre se preocupando em garantir acessibilidade e conforto a todos.

Essas são apenas algumas alternativas que podem ser incluídas em um projeto de arquitetura.

Sbruzzi Arquitetura+Interiores – Escritório de arquitetura há 15 anos na cidade de Taubaté, comandado pelo arquiteto Diego Sbruzzi, formado pela Universidade de Taubaté e pós graduado em Gerenciamento de Obras pela Universidade Federal Fluminense.

É responsável pela elaboração de projetos de arquitetura e de interiores em residências, estabelecimentos comerciais, empreendimentos industriais e condomínios. Possui projetos elaborados em Taubaté e outras cidades do Vale do Paraíba por profissionais com experiência em conceitos inovadores e personalizados.

Contato:
www.sbruzziarquitetura.com.br
sbruzziarquitetura@gmail.com
(12) 3629-5371
Rua Visconde do Rio Branco, 51 – Sala 406 – Centro
Taubaté

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